Turismo Industrial no centro de portugal

Roteiro de 3 Dias – Turismo Industrial no Centro de Portugal

Hoje vamos fazer uma viagem de 3 dias pelo Património Industrial do Centro de Portugal. Como 3 dias não são suficientes para explorar todas as opções disponíveis, deixo-vos esta sugestão de roteiro.

Nestes 3 dias visitamos o Entroncamento, Alcanena, Porto de Mós, Leiria, Marinha Grande, Ílhavo e Estarreja.

Em que consiste o Turismo Industrial

Conceito

O objetivo do Turismo Industrial é tornar as fábricas em museus vivos, de histórias e de estórias. Com base no saber-fazer e nas vivências de quem muitas vezes dedicou uma vida inteira à industria. Pretende dar a conhecer a industria através das mãos dos artesãos. Desde a partilha das suas vivências, das rotinas e dia a dia nas fábricas e fora delas, incluindo a visita aos bairros operários. Sendo composto por Industria viva e Património Industrial.

O Turismo Industrial no Centro de Portugal

No centro de Portugal a Rota do Turismo Industrial está desenhada da seguinte forma:

Beira Baixa; Médio Tejo; Oeste; Região de Coimbra; Região de Leiria; Ria de Aveiro; Serra da Estrela; Viseu, Dão, Lafões.

Onde Fica o Centro de Portugal

São 8 as sub-regiões que fazem parte do Centro de Portugal (Beira Baixa, Coimbra, Leiria, Médio Tejo, Oeste, Ria de Aveiro, Serra da Estrela, e Viseu Dão Lafões). O centro de Portugal é delimitado a norte pela Região do Norte, a leste pela Espanha, a sul pelo Alentejo, a sudoeste pela Área Metropolitana de Lisboa e a oeste pelo Oceano Atlântico.

Sugestão de Roteiro para 3 Dias de Viagem

Dia 1

Museu Nacional Ferroviário – Entroncamento

História

Começamos a nossa viagem no Entroncamento para visitar o Museu Nacional Ferroviário. Este museu, que é uma referência para os amantes da ferrovia e não só, permite-nos conhecer a história de mais de 160 anos dos caminhos de ferro em Portugal, mas também na Europa e no mundo.

Visita

A visita pode ser feita de forma livre ou guiada. Pertence a uma Rede Nacional de Museus Ferroviários, compostos por vários núcleos, que podem ser visitados em diversos pontos do país.

Rede Nacional de Museus Ferroviários:

  • Museu Nacional Ferroviário (Entroncamento)
  • Núcleo Museológico de Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto)
  • Núcleo Museológico de Bragança (Bragança)
  • Núcleo Museológico Chaves (Chaves)
  • Núcleo Museológico Lousado (Vila Nova de Famalicão)
  • Núcleo Museológico Macinhata do Vouga (Águeda)
  • Núcleo Museológico de Lagos (Lagos)
  • Núcleo Museológico de Valença (Valença)

No museu podemos ver não só as locomotivas e carruagens, mas também cerca de 36.000 objetos relacionados, direta ou indiretamente com os caminhos de ferro e as suas vivências.

A coleção do museu divide-se em 11 categorias:

  • Material Circulante
  • Via e Catenária
  • Oficina
  • Comunicação
  • Informação e Sinalização
  • Estação e Escritório
  • Tarifários e Bilhética
  • Proteção e Segurança
  • Restauração
  • Saúde
  • Espólio Documental

Como Chegar

Para chegarem ao Entroncamento podem utilizar como meio de transporte exatamente o comboio. Embora para o resto do roteiro a melhor opção seja viatura própria ou alugada.

As linhas ferroviárias que servem a cidade do Entroncamento são as Linhas Ferroviárias do Norte e da Beira Baixa. E Tem ainda ligação ao Ramal de Tomar e à Linha do Leste.

O museu fica a alguns minutos a pé da Estação Ferroviária do Entroncamento. Seguindo pela plataforma em direção ao viaduto, e seguindo os sinais de orientação encontram a entrada.

Horário e Informações

  • Horário: De terça-feira a domingo das 10h00 às 18h00. Última visita às 17h00.  Encerra dia 1 de janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, 25 de dezembro.
  • Visitas Livres e Visitas guiadas.
  • Site: https://www.fmnf.pt/pt/visita/planear-visita/
  • E-mail: museu@fmnf.pt
  • Telefone: +351 249 130 382
  • Morada: Complexo Ferroviário do Entroncamento Rua Eng. Ferreira de Mesquita, nº 1 A 2330-152, Entroncamento

Lavadouro de Lã – Alcanena

Em Alcanena vamos entrar no mundo da lã. Começamos por ter uma breve explicação de como a lã chega desde a tosquia até ao lavadouro. E aí temos contacto com todo o processo de lavagem da lã até sair para a fiação, que será a nossa próxima paragem. A lavagem é a primeira fase do processo de transformação da lã.

Fábrica Multilãs – Fiação I – Porto de Mós

Em Porto de Mós visitamos a fábrica Multilãs, responsável pela marca Chicoração. Seguimos todo o processo de fiação (a transformação da rama da lã em fio), até obtermos os produtos finais. Mantas, casacos e porta-chaves são alguns exemplos do que podemos encontrar no showroom e nas lojas de venda ao público em Lisboa.

MIAT – Museu Industrial e Artesanal do Têxtil – Porto de Mós

Continuamos em Porto de Mós, e o último local a visitar neste primeiro dia de viagem é o MIAT (o Museu Industrial e Artesanal do Têxtil).

O Museu fica Localizado numa antiga fábrica de tapetes (Tapetes Vitória) e nasceu do sonho do Sr. José Paulo Baptista, empresário ligado à industria do turismo e ele próprio um viajante, adquiriu a antiga fábrica de tapetes, onde idealizou o MIAT. Tem colecionado objetos ligados a esta indústria à volta do mundo. Embora o objetivo principal do museu seja homenagear a indústria do têxtil de Mira de Aire e Minde, um dos maiores pólos da indústria têxtil portuguesa do século XX.

O museu conta com uma exposição permanente, que nos permite conhecer os processos de transformação da lã ao longo da história. Da exposição permanente fazem parte painéis informativos, maquinaria e equipamentos da indústria têxtil.

Uma das curiosidades do museu é a recreação de uma alfaiataria, no local onde se situava o breçario/creche da antiga fábrica.

Horário e Informações

  • Horário: 10h00 – 13h00 e 14h00 – 18h00 (Encerra à 2ª Feira)
  • Site:https://www.miat.pt/#visitar
  • Telefone: 244 449 269
    Telemóvel: 925 986 502
    Email: miat@miat.pt
  • Morada:Rua das Grutas, 593 2485-059 Mira de Aire

Dia 2

Museu do Cimento da Fábrica Maceira-Liz – Leiria

De todos os espaços que visitámos este foi o meu favorito, talvez porque nunca pensei que um museu de uma fábrica de cimento podia ser tão interessante.

Antes de começarmos a visita temos de nos “equipar”, e cumprir todas as regras de segurança enquanto circulamos dentro da fábrica. Uma vez que o museu está localizado dentro do complexo industrial da cimenteira Secil, na Maceira em Leiria. A fábrica está em laboração continua, o que significa que nunca pára e que enquanto efetuamos a visita os trabalhos na fábrica estão a decorrer, daí ser essencial seguir todas as regras de segurança, nomeadamente no que diz respeito à circulação pelos caminhos indicados e seguir a sinalização.

Para nos fazer a visita guiada contámos com antigos funcionários da fábrica, que passaram toda a vida no complexo fabril. A fábrica tinha uma grande componente social. Com infra-estruturas pensadas e desenvolvidas para os trabalhadores.

Mas o que podemos encontrar no Museu?

O museu é constituído por:

  • Núcleo Central
  • Central Turbo-Geradora
  • Locomotiva Nº1
  • Circuito Museológico da Linha III
  • Centro de Documentação e Interpretação
  • Observatório
  • Jardim Jurássico
  • Parque da Água

Horário e Informações

  • Horário:
  • A visita necessita de marcação prévia.
    Primeira 3º feira de cada mês, das 10h00 às 17h00
    Primeiro Sábado e Domingo, das 14h00 às 18h00
  • Existe ainda a possibilidade de abertura pontual noutros dias com marcação prévia.
  • Site:https://www.secil-group.com/museu/
  • Telefone:244 779 900
  • Morada:2405-019 Maceira – LRA
  • E-mail: maceira@secil.pt

Museu do Vidro – Marinha Grande

Na Marinha Grande vamos conhecer a industria que revolucionou esta região. O museu foi inaugurado em 1998, e está implementado num Palacete do século XVIII que foi residência de Guilherme Stephens, responsável pela expansão da industria do vidro na Marinha Grande. A história da Marinha Grande está intimamente ligada com a própria história do empreendedor inglês.

Mas afinal quem foi Guilherme Stephens?

Se há pessoas que têm impacto no mundo, podemos afirmar que Guilherme Stephens mudou o destino da Marinha Grande. Empreendedor inglês, fundador da Real Fábrica de vidros da Marinha Grande, e ainda hoje apelidado por muitos como o pai da Marinha Grande. A admiração e gratidão pelo empresário inglês tem passado de geração em geração entre os antigos trabalhadores e marinhenses.

Conhecido também por ter grande cuidado e preocupação com os trabalhadores, fundou uma escola para os operários, um posto de primeiros socorros, um plano de pensões, um fundo para doenças, e promoveu a cultura.

Visitar o Museu

No museu podemos encontrar ao longo de 3 pisos um magnífico acervo, tão diverso como frascos de vidro técnico, vidro decorativo, vidraças, jarras e coleções comemorativas. Ficamos ainda a conhecer a história desta indústria ao longo dos séculos.

Horário e Informações

  • Horário: De terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. Encerra à segunda-feira e feriados 1 de janeiro, domingo de Páscoa e 25 de dezembro.
  • Visitas guiadas por marcação.
  • Site:http://www.cm-mgrande.pt
  • Telefone: 244573377
  • Morada: Praça Guilherme Stephens, 2430-520 Marinha Grande

Artesanato ao Vivo

Já fora do edifício que acolhe o Museu do Vidro, do outro lado do jardim encontramos um espaço onde podemos ver dois artesãos a trabalharem o vidro de forma artesanal, através das técnicas de lapidação e maçarico.

Mário Macatrão mostra-nos a sua técnica com o maçarico, enquanto nos vai contando um pouco da sua história de vida e como esta se “mistura” com a própria história da indústria do vidro.

Outro artesão que tivemos a oportunidade de conhecer foi José Medeiros. Que nos mostrou e explicou  como se lapida o vidro.

As peças que saem das suas mãos podem ser adquiridas na loja que existe dentro do atelier.

Fábrica Vidrexport – Marinha Grande

Depois do museu do vidro vamos ver como se faz o vidro. Esta é a única fábrica na Marinha Grande onde ainda é possível assistir ao fabrico do vidro soprado. Aqui podemos assistir de perto a esta técnica, em plena fábrica enquanto os artesãos executam o seu trabalho com toda a precisão. Esta visita é um ótimo complemento à visita ao museu do vidro.

 Quem não sopra já soprou

Esta frase é como um ditado popular na Marinha Grande, (que está relacionada com a técnica do vidro soprado, que tivemos oportunidade de ver nesta fábrica em plena laboração). Está também relacionada  com a identidade dos marinhenses, lembra que todos estão ligados de alguma forma a esta indústria.

Esta forma de trabalhar o vidro (vidro soprado), hoje em dia é utilizada na produção de peças decorativas, comemorativas ou pequenas coleções.

Horário e Informações

  • E-mail: geral@vidrexport.com 

Dia 3

Museu e Fábrica da Vista Alegre – Ílhavo

Vamos agora entrar no mundo da porcelana. Esta foi a segunda vez que visitei o Museu e Fábrica da Vista Alegre e é sempre uma visita em que aprendo mais alguma curiosidade sobre a fábrica.

O elemento mais marcante do Museu é o forno que encontramos à entrada e que podemos ver em fundo no video que fiz com a Sónia Oliveira do Turismo Centro de Portugal. (Que podem encontrar no fim deste artigo).

Aqui ficamos a conhecer a história da fábrica desde 1824, ano em que foi fundada por José Ferreira Pinto Basto. Podemos ver várias coleções e a evolução da cerâmica, do design e da pintura associada à marca, que se reinventou ao longo do tempo.

Visitámos ainda o atelier de pintura manual, onde mãos abelidosas dão vida a peças lindíssimas. E tivemos ainda a oportunidade de participar num workshop de cerâmica e pintura, muito divertido mas definitivamente as artes manuais não são o meu forte. 🙂

Do espaço da Vista Alegre também fazem parte a Capela em honra da Nossa Senhora da Penha de França, o Teatro, O Bairro Operário, e as lojas da Vista Alegre, o Outlet e a loja Bordalo Pinheiro.

Horário e Informações

  • Museu Vista Alegre Diariamente
  • Maio a Setembro: 10h – 19h30Outubro a Abril: 10h – 19h24 e 31 de dezembro o museu encerra ás 18H
  • O acesso às exposições realiza-se até 45m antes do encerramento
  • Oficina de Pintura Manual da Fábrica
    Dias úteis: 10h – 18h30Período de encerramento anual nas férias do Verão e NatalVisita à CapelaDiariamenteDe maio a setembro, das 10H30 às 12H e das 14H às 18H30De outubro a abril, das 10H30 às 12H e das 14H às 18H00Mediante marcação prévia e aquisição de bilhete na receção do museu (dependente da disponibilidade dos serviços)Lojas Vista Alegre, Outlet e Bordalo Pinheiro
  • Diariamente, das 10h às 19h30
  • Dias de Encerramento 1 de Janeiro, domingo de Páscoa, 25 de DezembroDias de Entrada GratuitaExposição permanente do Museu
    Segundo domingo do mês
    18 de maio (dia internacional dos Museus) e 18 de junho (aniversário do museu)
    Estas datas podem ser alteradas por conveniência de programaçãoCapela Nossa Senhora da Penha de França
    18 de Abril (Dia Internacional dos Monumentos e Sítios)
    Primeiro fim de semana de julho (Comemoração das Festas em Honra a Nossa Senhora da Penha de França)
    Estas datas podem ser alteradas por conveniência de programação

Guia Prático

Onde Dormir e Comer

Sugestão de Jantar e Alojamento – Montebelo Vista Alegre – Ílhavo

Restaurante “O Mercado” – Estarreja

Experiência de showcooking e alojamento no cooking & Nature / Nest – Porto de Mós

 

Restaurante “Hello Darling” – Marinha Grande

Vídeo – Turismo Industrial no Centro de Portugal

Conversa com Sónia Oliveira do Turismo Centro de Portugal.

Saber mais sobre o Turismo Industrial

Podem descobrir mais sobre o Turismo Industrial AQUI.

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  Esta viagem foi realizada a convite do Turismo Centro de Portugal.

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