VISEU DÃO LAFÕES

Viseu, Dão, Lafões – Roteiro de 3 Dias – Portugal

 Região Viseu, Dão, Lafões

Onde Fica?

No artigo de hoje vamos até ao centro de Portugal. Do qual fazem parte 8 sub-regiões (Beira Baixa, Coimbra, Leiria, Médio Tejo, Oeste, Ria de Aveiro, Serra da Estrela, e Viseu Dão Lafões). O centro de Portugal é delimitado a norte pela Região do Norte, a leste pela Espanha, a sul pelo Alentejo, a sudoeste pela Área Metropolitana de Lisboa e a oeste pelo Oceano Atlântico.

Durante 3 dias, de sexta-feira a domingo, Fui conhecer a sub-região de Viseu Dão Lafões. Desta sub-região fazem parte 14 Municípios, dos quais visitei 6. Viseu, São Pedro do Sul, Vouzela, Penalva do Castelo, Tondela e Santa Comba Dão.

Os 14 Municípios que fazem parte da Sub-Região Viseu, Dão Lafões

Roteiro de 3 Dias no Centro de Portugal

Viajei inicialmente de Lisboa até Viseu e de Viseu até São Pedro do Sul, onde começa o nosso Roteiro.

Dia 1

São Pedro do Sul (Lafões)

Capital do Termalismo

São Pedro  do Sul é a capital do termalismo. O maior destino de Turismo, Saúde e Bem-Estar em Portugal. E é considerado o melhor destino termal em Portugal, e um dos melhores da Europa. A cidade está rodeada pela Serra da Arada, pela Serra da Freita, e pelo Monte de São Macário. As Termas de São Pedro do Sul contam com mais de 2000 anos de história, e ficaram marcadas na história pelas visitas de D. Afonso Henriques e da Rainha D. Amélia.

E se no passado associávamos termalismo a turismo sénior, a realidade agora é bem diferente. Quem não gosta de relaxar em águas quentes, e com diversos tratamentos à disposição? Eu já passei fins de semana em várias termas, em diferentes regiões do país e recomendo.

Passear na cidade é uma experiência diferente para quem não está habituado a visitar uma cidade termal. Aqui podemos ver (e sentir o cheiro, são águas sulfurosas) das várias fontes de água termal que estão espalhadas pela vila.

Grande Hotel Thermas (Alojamento)

O fim de semana começou então aqui, na cidade termal de São Pedro do Sul. Fiquei alojada por uma noite no glamoroso Grande Hotel Thermas.  Este hotel abriu portas em 1919 e fica situado numa localização privilegiada, junto ao rio Vouga.

Restaurante Adega do Ti Joaquim (Gastronomia)

Começamos a degustação da gastronomia do Centro de Portugal no Restaurante Adega do Ti Joaquim. O brinde é feito com vinho do Dão. E a refeição conta com várias entradas, petinga frita, vitela assada e uma variedade de doces, dos quais se destaca as Migas de pobre.

Outros Pontos de Interesse em São Pedro do Sul

  1. Núcleo Museológico do Balneário Rainha D. Amélia
  2. Balneário Romano de São Pedro do Sul
  3. Câmara Municipal de São Pedro do Sul
  4. Bioparque de São Pedro do Sul

Dia 2

Deixamos São Pedro do Sul, depois do pequeno almoço no Grande Hotel Thermas, e seguimos em direção a Vouzela.

Vouzela (Lafões)

Terra de Casas Brazonadas, de canteiros floridos, de uma Rota com nome de Pastel, e do seu Padroeiro São Frei Gil. Há muito para ver, fazer e comer em Vouzela. Vamos lá então começar a nossa jornada pela cidade conhecida como o Coração do Centro, e que vai terminar com uma lenda na Torre de Vilharriges.

O que Visitar

Antiga Estação Ferroviária de Vouzela

Começamos o nosso passeio na antiga Estação Ferroviária de Vouzela. Hoje transformada em central de camionagem, depois da desativação deste interface da linha do Vouga. Esta Estação Ferroviária foi inaugurada em novembro de 1913 e encerrada em janeiro de 1990.

Ponte do Caminho de Ferro

A visita à antiga Estação Ferroviária leva-nos inevitavelmente a conhecer de seguida, a Ponte do Caminho Caminho-de-Ferro. Esta é uma imponente Ponte sobre o Rio Zela, e que nos permite uma vista privilegiada sobre a vila. Depois do encerramento da estação ferroviária, esta magnífica estrutura de alvenaria com 15 arcos, foi transformada numa ponte pedonal. E é hoje um dos símbolos da vila.

É aqui também que têm início o Percurso da Nossa Senhora do Castelo (PR1 VZL), a Subida Épica Vouzela-Adsamo. E por onde também passa a Ecopista do Vouga. Dos quais irei falar mais à frente.

Subida Épica Vouzela – Adsamo (Portugal Bike Road)

Tal como já referi, a Subida Épica Vouzela – Adsamo tem inicio na Ponte Ferroviária da antiga linha do Vouga. O traçado desta subida está incluído também no Circuito da Penoita.

Mas afinal o que é uma subida épica?

Existem 4 Subidas Épicas Viseu Dão Lafões. E são nada mais nada menos do que a recriação, para os ciclistas amadores, das mais importantes etapas de montanha desta modalidade.

As Subida Épicas são as seguintes, e estendem-se por 4 Concelhos:

  • São Pedro do Sul – Arada (Concelho de São Pedro do Sul)
  • Castro Daire – Montemuro (Concelho de Castro Daire)
  • Campo de Besteiros – Caramulinho (Concelho de Tondela)
  • Vouzela – Adsamo (Vouzela)

As Subidas Épicas estão integradas no Projeto Bike Roads. Que consiste numa seleção das melhores estradas de montanha para a prática do ciclismo. Este projeto permite aos amantes desta modalidade que o façam de forma autónoma, e durante todo o ano.

Se já sonharam em viver as emoções de um camisola amarela, têm aqui a vossa oportunidade para colocarem as vossas pernas à prova.

Percurso da N.ª SRª do Castelo – PR1 VZL

Na Sub-Região Viseu Dão Lafões, existe uma Rede de Percursos em Natureza. Constituída por Percursos de pequena e grande rota. Estes percursos envolvem os 14 Municípios e contam com 41 percursos pedestres de pequena rota, 3 percursos pedestres de grande rota e 1 percurso pedestres de interpretação ambiental.

O Percurso da Nossa Senhora do Castelo (PR1 VZL) tem também o seu início na Ponte do Caminho-de-Ferro. Tem 7,48 kms, duração de 3 horas, e é um percurso circular. O percurso segue o traçado da antiga linha do Vouga, e percorre caminhos onde apenas os comboios passavam.

Ecopista do Vouga

A Ecopista do Vouga tem uma extensão de 64,6 kms. Tem o seu inicio em Viseu, passa por São Pedro do Sul, Vouzela, Oliveira de Frades e termina em Vale d’água. De biciclet tem a duração de 6h 35, e a pé de 25h45m. Em Vouzela passa também pela antiga Ponte do Caminho de Ferro.

Igreja Matriz – Igreja de Nª Srª de Assunção de Vouzela

A poucos metros da Ponte do Caminho-de-Ferro fica a Igreja Matriz. A Igreja de Nossa Senhora de Assunção de Vouzela, é monumento nacional e é diferente de outras igrejas católicas, pois tem uma torre sineira separada do corpo da igreja, situada em frente à entrada principal. E que teria como objetivo proteger  a frente da igreja dos ventos e chuvas vindas de poente.

Fonte de Nogueira

Esta fonte é uma construção do séc. XVI. E diz a lenda que quem beber água desta fonte apaixona-se por alguém natural de Vouzela, e que irá casar em Vouzela.

Ponte Romana

Embora seja conhecida como Ponte Romana, diz-se que deverá ser bem mais recente. Está localizada na Rua de São Frei Gil sobre o rio Zelda.

Centro Histórico

O Centro Histórico de Vouzela tem muito para visitar e descobrir, e um dia é insuficiente para apreciar tudo com a calma merecida. Mas deixo-vos um bocadinho do que podem encontrar por lá. Belas paisagens e muitas casas Brasonadas, que têm uma razão para serem tantas. Vouzela era um ponto de cruzamento de várias estradas romanas, e mais tarde ficava na rota das cortes de Lamego. O que fazia com que fosse caminho de passagem e paragem na viagem até Lisboa. Podemos até aqui encontrar uma das antigas casas dos Távora.

No centro histórico temos também a Biblioteca Municipal, o Edifício Museu Municipal, o Mercado Municipal. Para além destes pontos de interesse temos a Capela de São Frei Gil, a Igreja da Misericórdia, a Casa das Ameias e a sua Rota do Pastel de Vouzela, dos quais vou falar de seguida.

Capela de S. Frei Gil

São Frei Gil é o padroeiro de Vouzela e é na Praça Conselheiro Morais de Carvalho que a podemos encontrar. O seu interior é composto por um impressionante trabalho em talha dourada. E no exterior temos influências do estilo rococó.  Uma curiosidade acerca desta capela foi a “oferta” que o Convento de Santarém fez à Capela, cedendo o maxilar inferior do próprio São Frei Gil.

Igreja da Misericórdia

É impossível a Igreja da Misericórdia passar despercebida, com a sua fachada coberta de azulejos azuis e brancos, um exemplo claro da arte barroca. Faz parte da fachada uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.

Casa das Ameias

É na Casa das Ameias que nos é dado a conhecer um ex-libris da doçaria, O Pastel de Vouzela. Mas primeiro vamos conhecer a Casa.

A Casa das Ameias é um edifício Quinhentista, que esteve em perigo de ruir. Situada no rua de S.Frei Gil, junto à Praça da República. A Casa foi recuperada, e está prestes a abrir as portas ao público como unidade de alojamento local. Recuperação feita com extremo bom gosto, e uma harmonia perfeita entre o clássico e o moderno, com detalhes cativantes e originais.

Pastéis de Vouzela e a Rota dos Pastéis de Vouzela

É então na Casa das Ameias que ficamos a conhecer, e mais tarde vamos provar, o famoso Pastel de Vouzela. Que tem também direito a uma Rota. E posso confirmar que, ir a Vouzela e não provar os seus pastéis pode ser considerado um verdadeiro sacrilégio. São muitas vezes mencionados como “os pastéis de massa tão fina como cabelos de anjos”.

A receita do pastel de Vouzela é um segredo com mais de 200 anos. E a sua receita terá sido criada no Convento de Santa Clara no Porto. São uns Pastéis rectangulares, com as pontas dobradas sobre si, feitos a partir de uma fina massa folhada, tendida e seca numa tela especial (consta que é aqui que reside o segredo…), recheados com ovos moles, cozidos no forno e polvilhados com açúcar.  São muitas vezes mencionados como “os pastéis de cabelo de anjo”.

Como é que uma receita criada num convento no Porto se torna um doce típico de Vouzela?

A receita dos pastéis chega no princípio do século XX até Vouzela, pela mão de duas irmãs naturais de Vouzela e que haviam sido educadas com as freiras no Convento de Santa Clara, no Porto.

Quem começou a comercializar os pastéis e lhes deu fama, foi a Dona Maria da Conceição Figueiredo. Que tendo ficado órfã quando criança, foi adotada pela família das duas irmãs que sabiam a receita dos pastéis. Aprendeu ela própria a receita ao observar a confecção dos pastéis ao fazer um furo no soalho, uma fez que as irmãs não queriam revelar o segredo da receita. Foi quando se viu viúva e com catorze filhos para sustentar, que decidiu começar o negócio. Atualmente continuam a ser confeccionados de forma completamente artesanal, e o segredo continua a passar de geração em geração.

Torre Medieval de Vilharigues

Em Vouzela podemos encontrar a Rota das Torres Medievais, e são três as Torres existentes. A Torre Medieval de Vilharigues (a que visitei), a Torre Medieval de Cambra, e a Torre de Alcofra.

As Torres Medievais eram casas-torres, denominadas na época medieval por domus fortis. Em Vouzela inspiraram-se na torre de menagem para edificar as torres medievais. Estas eram usadas pela nobreza como residências, e eram o símbolo de poder sobre uma terra.

A Torre Medieval de Vilharigues está envolta em mistério, uma vez que não se conhece a sua origem. Tem também a ela associada uma lenda. Reza então a lenda que em noites de tempestade, é possível ouvir na Torre os lamentos desesperados de D. Duarte de Almeida (conhecido como “o decepado”), que perdeu as mãos na Batalha de Toro. Acredita-se que, pelos seus atos heróicos nessa Batalha, D. Afonso V lhe terá concedido um Reguengo no Concelho de Lafões. Mas não se sabe ao certo qual a sua relação com a Torre de Vilharigues. Junto à Torre temos a Capela de Santo Amaro.

Viseu

Deixamos Vilharigues, e vamos até Viseu para uma pequena paragem para almoçar antes de seguirmos para Penalva do Castelo.

Restaurante Casa Arouqueza (Gastronomia)

Este é um restaurante de referência em Viseu, onde se come e bebe muito bem. Num espaço requintado e despretensioso, onde a qualidade do serviço e a atenção ao cliente estão em foco.

As especialidades da casa são duas. A Vitela Assada no Forno, às vezes também denominada “Vitela Assada no Forno à Alvarenga”, e o Bife Arouquês à Casa. Entradas e petiscos também não faltam, e claro as sobremesas.

Penalva do Castelo (Dão)

Depois de um belo repasto e do descanso proporcionado pelo almoço, vamos à descoberta de Penalva do Castelo. E começamos com um passeio pela vila.

 Igreja da Misericórdia da Ínsua

Esta é uma igreja barroca neoclássica do século XVIII, onde podemos encontrar o órgão de tubos ibéricos de 1810, que ainda se faz ouvir em dias especiais e de festa. Tem também um núcleo museológico, que pode ser visitado mediante marcação.

Jardim da Praça do Município e Trilho de Castendo (PR7 PCT)

É no Jardim da Praça do Município, junto ao Pelourinho, que tem início o Trilho de Castendo. Seguindo para norte até contornar o muro alto da Casa da Ínsua, em direção à Mata de Nossa Senhora de Lurdes. Este é um percurso circular, com uma distância de 12,37 kms, e uma duração de 3h45m.

Mural dos Produtos Endógenos e Tradições do Concelho

Este é um mural onde ficamos a conhecer os produtos endógenos e as tradições do Concelho.

Casa da Ínsua / Quinta da Ínsua

Chegamos ao ex-libris de Penalva do Castelo. A maravilhosa Casa da Ínsua e a sua Quintatambém conhecida como Solar dos Albuquerques. Este Palacete Barroco do Século XVIII, com muito significado para a história de Portugal e do Brasil, foi transformado num Hotel de charme de 5 estrelas. Sendo o único hotel português a integrar a prestigiada rede espanhola de Paradores de Turismo, e é parte integrante da cadeia Montebelo Hotels & Resorts. Para além de alojamento a Casa da Ínsua conta também com diversas experiências e atividades, tanto na Casa como na Quinta.

A Casa da Ínsua foi mandada construir por Luís de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, 4º Governador de Cuiabá e Mato Grosso de 1772 a 1789. Luís de Albuquerque foi convidado para se tornar Governador pelo Marquês de Pombal, convite esse que não pretendia aceitar, mas que segundo dizem foi convencido pelo seu pai que o terá ameaçado com o bastão que vemos na foto que se segue.

A Quinta tem produção própria de vinhos (inserida na rota de vinhos do Dão), queijo da Serra da Estrela, azeite, compotas e maças de bravo de esmolfe.

Começamos a nossa visita pelos salões da casa, que é uma verdadeira casa museu. Esta foi uma das primeiras casas em Portugal a ter eletricidade. E impressiona pelas várias inovações que tinha para a época. Ficamos a conhecer toda a estrutura, o dia-a-dia na casa com toda a sua organização e logística.  Que me fez-me lembrar a série Downton Abbey.

De seguida visitamos o museu (que fica também dentro da Quinta), e onde podemos não só ver o espólio da família, como ficar a conhecer a sua magnífica história.

Seguimos depois para a Adega e ficamos a conhecer o processo de vinificação. Aqui é também possível participar em várias experiências, tais como jantares vínicos e provas de vinhos. Obrigatório provar os vinhos do Dão Casa da Ínsua. Passamos depois pela Capela, e terminamos a visita nos jardins que nos lembram Versalhes.

Aldeia de Sangemil e o seu Forno Comunitário

No Concelho de Penalva do Castelo fui ainda conhecer a aldeia de Sangemil, outrora conhecida como “Terra de Padeiras”.  Uma curiosidade, o seu nome deriva de Sangemiro, o nome de um nobre de origem visigótica que teria sido o senhor destas terras. Existem vários pontos de interesse para conhecer nesta aldeia, mas sem dúvida que a atração principal é o seu forno comunitário. Este é um projeto da Junta de Freguesia de Ínsua, inaugurado em 2012, e que tem como objetivo preservar e dar a conhecer esta tradição do fabrico artesanal de pão.

Fui conhecer o Forno comunitário, e no fim ainda trouxe um grande pão para casa. Bem…o pão já não veio inteiro, afinal quem é que resiste a pão caseiro quentinho acabado de sair do forno? Eu não sou de certeza…

Acreditem que já quase toda a gente “passou” pelo forno comunitário de Sangemil. Só falta o Presidente Marcelo, como nos assegurou a Dona Cilita

Dona Arlete, Cilita e Maria Cristina

A aldeia sempre foi terra de padeiras, e agora através de uma marcação prévia, é possível assistir a todo o processo de fabricação do pão, que é feito de forma artesanal sem recurso a máquinas para amassar. Aqui a massa é amassada à mão e o pão cozido em forno de lenha, o que nos garantiram que faz toda a diferença no sabor. E que podemos comprovar…

O forno está aberto tanto à comunidade como aos turistas e visitantes. Os turistas, tal como já referi, podem assistir a todo o processo de fabrico e degustação. Enquanto que a população local, pode usar o forno para cozer o seu próprio pão. Bastando para isso anotar na agenda do forno comunitário, o dia e hora em que pretende utilizar o forno. Existe ainda um Museu dedicado a todo o processo do fabrico do pão. E que fica na casa contígua ao Forno comunitário.

Outros Pontos de Interesse na Aldeia de Sangemil
  1. Casa dos Fidalgos de Sangemil
  2. Capela de Santo António
  3. Capela da Senhora da Saúde
  4. Praia Fluvial de Sangemil
  5. Termas de Sangemil

Viseu

Restaurante Palace Viseu (Gastronomia) e Avenida Boutique Hotel (Alojamento)

Deixamos a povoação de Sangemil e voltamos a Viseu, onde vamos jantar e pernoitar. O jantar será no Restaurante Palace Viseu, com uma verdadeira degustação. E a noite foi passada no Avenida Boutique Hotel.

Dia 3

Viseu

O dia acordou chuvoso e depois de tomarmos o pequeno almoço no Hotel, seguimos para conhecer mais um pouco de Viseu. O nosso roteiro inicial teve de ser reajustado devido ao mau tempo, e começamos a nossa visita pelo Monte de Santa Luzia.

Monte de Santa Luzia e Percurso da Rota do Quartzo

O Monte de Santa Luzia é rico em Quartzo, e a sua exploração desenvolveu-se até 1986. O Museu do Quartzo está instalado na cratera que resultou da exploração deste minério no Monte. E é  perto do ponto do Museu que tem inicio o Percurso da Rota do Quartzo.

Museu do Quartzo

É no Monte de Santa Luzia que encontramos o Museu dedicado ao Quartzo. Este Museu foi idealizado pelo geólogo Galopim de Carvalho, e é o único museu no mundo dedicado apenas a um mineral. O Quartzo é o segundo mineral mais abundante do planeta, e tem diversas utilizações.

O objetivo do Museu para além de dar a conhecer ao grande público este mineral, é de promover a proteção, preservação e valorização do património geológico como parte integrante do património natural da região.

 

Tondela (Dão)

Em Tondela fazemos uma curta paragem para recarregar energias com o almoço, antes de partirmos para Santa Comba Dão à descoberta da Ecopista do Dão.

Restaurante 3 Pipos (Gastronomia)

É no restaurante 3 Pipos que saboreamos a último refeição nesta região, antes do regresso a casa.

Santa Comba Dão (Dão)

    1. Ecopista do Dão

A Ecopista do Dão atravessa os concelhos de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão. Com uma extensão de 49,6kms, que pode ser percorrida de bicicleta ou a pé, ficamos a conhecer os  apeadeiros do antigo ramal ferroviário do Dão. Tem a duração de 4h de bicicleta, e de 17 horas a pé. Existem 11 tours.

Foi atribuída uma cor diferente ao pavimento de cada concelho. Vermelho para Viseu, verde para Tondela, e azul para Santa Comba Dão. Fui conhecer o troço do trilho azul, de Treixedo a Santa Comba Dão.

Regresso a casa

Agora é hora de voltar para casa. Espero que tenham gostado e que vos inspire a conhecer esta sub-região do Centro de Portugal. 3 dias não chegam para conhecer tudo o que este território tem para oferecer, mas deixo como sugestão outros pontos de interesse que podem explorar, e que também pretendo conhecer brevemente.


Fui conhecer a sub-região de Viseu Dão Lafões, numa Blog Trip a convite do Turismo do Centro de Portugal e organizada pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões (CIMVDL),  com o apoio da ABVP (Associação de Bloggers de Viagem Portugueses).

Nesta viagem participaram também os Bloggers Ana C Borges (Viajar Porque SimDavid Samuel Santos (Dobrar Fronteiras), Gonçalo Henriques (Num Postal), Jorge Montez (Hit the Road), e Marta Geadas Durán (Boleias da Marta).


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Sónia Justo

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